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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Tipos textuais – sequências tipológicas

      Os tipos textuais, na tradição escolar, são mais conhecidos que os gêneros.
      Os tipos textuais, assim como os gêneros, raramente aparecem puros em um texto. Como estratégia didático-pedagóica classificam-se, os textos, de acordo com a predominância da sequência tipológica.
      As sequências tipológicas mais frequentes são: a descrição, a narração e a dissertação.
      A dissertação engloba a exposição (expositivo) e a argumentação (argumentativo). Alguns autores ainda acrescentam a instrução (injunção-injuntivo) e o diálogo (conversação-preditivo).
      A sequência tipológica narrativa indica ação, percebe-se a mudança de estado e a seqüuncia dos eventos não podem ser alterados. O tipo narrativo apoia-se em fatos, personagens, tempo e espaço. Os fatos, na narrativa, mantêm uma relação de causa e efeito. Uma sequência narrativa pode ser comparada a um filme.
      Na sequência tipológica descritiva percebe-se as características, as qualidades das coisas e das pessoas. Essa tipologia enumera aspectos físicos e/ou psicológicos e a inversão na ordem dos enunciados não altera a “imagem” que a descrição constroi. Uma sequência descrita pode ser comparada a um retrato, a uma pintura.
      Já o tipo injuntivo ou instrucional são classificações menos conhecidas, embora no cotidiano sejam muito usadas na escrita ou oralmente. O tipo injuntivo refere-se aquele texto cujo interlocutor pede, convoca ou ordena para que se faça alguma coisa. Por esse motivo frequentemente é usado o modo imperativo. A sequência nas ações, neste tipo de texto pode ser relevante, pois pode corresponder a uma conexão necessária entre os atos a executar.
      O tipo de texto preditivo caracteriza-se por predizer alguma coisa. O texto pretende levar o interlocutor a crer em alguma coisa que ainda está por ocorrer. É mais importante assim descrever ou fazer uma exposição sobre o que ocorrerá do que estabelecer conexões lógicas sobre os eventos relatados. Ele funciona como uma espécie de descrição de situações futuras, assim os tempos verbais são empregados no futuro.
      Por fim o tipo textual dissertativo. Esse tipo textual é mais frequentemente estudo em sala de aula. O tipo dissertativo caracteriza-se por analisar e interpretar fatos ou dados de uma realidade, usando para isso conceitos abstratos. As ideias e as relações entre elas são mais importantes do que as informações que servem de motivo para se chegar aos conceitos. O texto dissertativo é um texto temático e organiza-se sempre em torno de uma ideia central, para a qual outras ideias (secundárias) servem de apoio. Essa ideia central é denominada tese; as outras são os argumentos que dão sustentação à tese. Esse tipo de texto se apóia nas relações lógicas e na articulação dos fatos (argumentos).
      O texto dissertativo tem o objetivo de levar ao leitor novas ideais, assim recorrem as ideais  de outras autoridades no assunto, no texto dissertativo é importante que fique claro o desenvolvimento no raciocínio a que o autor pretende conduzir o leitor. O emprego de verbos e palavras que marcam a sequência dos acontecimentos é relevante para o encadeamento lógico das ideais.
      Podemos subclassificar o texto dissertativo em expositivo e argumentativo. Quando as ideias que compõem um texto dissertativo podem ser aceitas independentemente de crenças ou convicções temos o tipo expositivo, quando essas ideais dependem de visões de mundo e exigem do leitor uma atitude de acreditar ou não temos o tipo argumentativo. Assim o tipo expositivo, expõe as ideias – intenção de esclarecer – e o argumentativo objetiva convencer o interlocutor sobre a validade dessas ideias – intenção de convencimento.
      É bom ressaltar que, embora haja predominância de um tipo textual eles se mesclam, porque algumas sequências de um tipo textuais manifestam um ponto de vista crítico do produtor do texto sobre o objeto posto em discussão.
      A presença de textos variados nas atividades de sala de aula, torna as práticas sociais na escola mais próximas das situações sociocomunicativas que acontecem fora da sala de aula e permitem ao aluno desenvolver sua competência textual.

Aneli Remus Gregório

Um comentário:

Telma Leal disse...

Muito interessante, estou dando aula dessa matéria, sou professora de língua portuguesa.

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@alechandracomix